
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu nesta sexta-feira, 6 de novembro de 2026, às críticas sobre a responsabilidade fiscal do seu governo. Durante reunião do CNPE, o Conselho Nacional de Política Energética, realizada no Ministério de Minas e Energia, ele foi direto ao ponto: "O pobre não pagará a conta. Não levaremos o povo pobre a nenhum sacrifício." Lula também desafiou os críticos: "Alguém pode falar que esse governo não tem responsabilidade fiscal? Ninguém nesse país pode falar mais de responsabilidade fiscal do que a minha equipe econômica."
O presidente disse que recebeu o país com déficit de 2,8% e que hoje encaminha o orçamento com superávit. Lembrou que, entre 2003 e 2010, seu governo registrou superávit primário em todos os anos, quitou uma dívida de US$ 30 bilhões, acumulou US$ 270 bilhões em reservas internacionais e ainda emprestou US$ 1 bilhão ao FMI. Sobre o endividamento público, que já supera 80% do PIB, Lula defendeu que dívida pode ser usada para financiar obras como ferrovias, estradas, pontes e aeroportos, desde que haja capacidade de pagamento.
Na véspera, na quinta-feira 5 de novembro, Lula reuniu 11 aliados no Palácio da Alvorada para discutir os rumos da política econômica. O grupo defendeu que o debate sobre as contas públicas não se limite à busca por superávits e ao corte de gastos, mas que também leve em conta o custo dos juros da dívida e os efeitos da política monetária. A reunião do CNPE aconteceu um dia após o Copom manter a taxa Selic em 13,75%, interrompendo a sequência de cortes. Lula ainda cobrou que integrantes do governo divulguem os resultados da gestão e "criem a própria narrativa" sobre a situação econômica do país.
Fonte: Poder360




