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Notícias/TECNOLOGIA05/11/2026· KF News

Google ameaça bloquear buscador em escolas que recusarem inteligência artificial

Foto: Divulgação/Envio manual

Alunos que usam as ferramentas educacionais do Google podem perder o acesso ao buscador se as escolas não aceitarem recursos de inteligência artificial integrados às pesquisas. A nova política foi anunciada na terça-feira, dia 3, e já gerou críticas de educadores, políticos e especialistas. A implementação está prevista para o início de 2027.

As instituições poderão controlar os serviços individualmente, escolhendo entre Gemini, Gemini Notebook e Google Search. Todos ficam desativados por padrão até que a escola autorize o uso. É possível manter o Gemini desligado, mas algum recurso de IA nas pesquisas precisa ser liberado para o Google Search funcionar. Sem essa autorização, os estudantes recebem uma mensagem de indisponibilidade.

Chris Phillips, vice-presidente e gerente-geral de educação do Google, explicou ao The New York Times que os serviços estão profundamente conectados. A decisão ocorre após meses de resistência ao Gemini nas salas de aula. Até agosto, o Google só permitia habilitar o chatbot para estudantes com 18 anos ou mais. Naquele mês, anunciou sua disponibilização para alunos mais novos em redes que autorizassem ferramentas de IA.

O Google também prepara o Guided Learning, recurso que vai orientar os alunos na resolução de problemas em vez de entregar respostas prontas. Em matemática, por exemplo, pode incentivar o aluno a revisar regras de divisão de expoentes antes de chegar ao resultado.

Lina Khan, ex-presidente da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, o FTC, criticou duramente a decisão: "O Google está usando seu monopólio nas buscas para coagir as escolas a adotarem inteligência artificial. Isso evidencia o perigo de permitir que uma empresa monopolista, sem regulamentação, controle um serviço essencial", escreveu.

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